terça-feira, 27 de dezembro de 2011
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
«Recessions, in other words, can be fought simply by printing money — and can sometimes (usually) be cured with surprising ease.»
Como chegámos a este beco financeiro? Por duas ruas estreitas: numa, o delírio despesista do Estado Socialista, corrupção de Estado e «bancocracia»; na outra, a política germânica do euro forte.
O delírio do Estado Socialista levou ao fomento do ócio, através de prestações sociais de nível absurdo, e ao compromisso promíscuo de obras públicas inúteis e sobrefacturadas. A corrupção de Estado é uma consequência da chegada ao poder de gerações de mini-políticos profissionais de copos e discos, deslumbrados com o dinheiro e praticantes de luvas e comissões, que substituíram a elite académica e a elite burguesa na condução do Estado. E a bancocracia é a tutela política do Estado por banqueiros privados e seus actuais e futuros avençados, os ex-titulares de cargos públicos, com o argumento de que o sistema bancário é o sistema vital da sociedade e que, portanto, o Estado deve socorrer os depositantes e os accionistas dos bancos privados. Uma tutela de corrupção: troca de favores por dinheiro em tachos futuros e em comissões ocultas nos negócios de vendas de activos e de construção, em que os bancos ficam com o grosso do dinheiro. Um socialismo bancário de despesismo e corrupção. Um sistema consentido de câmbio de corrupção por abuso, em que o abuso dos subsidiopendentes é garantido para que o povo não se revolte com a corrupção do poder político.
A política germânica do euro forte foi a prometida moeda de troca para os alemães da criação da união monetária europeia. E tem sido mantida como tal. A Alemanha enriquece, depois de um sacrifício de salários para uma folga de competividade, que foi aproveitada para reformar a tecnologia industrial, e os alemães empregados, reformados e subvencionados, aumentam o seu bem-estar, pela importação de produtos mais baratos. A competividade alemã tem assentado no modelo Miele (como diz um amigo meu) e no modelo Bimby. O modelo Miele consiste em produzir produtos muito melhores do que os concorrentes; e o modelo Bimby consistem em produzir produtos únicos (e com fraca concorrência). Porque os produtos são melhores ou até porque são únicos, o câmbio é muito menos relevante do que em produtos genéricos. Então, o euro forte não prejudica seriamente a economia alemã, e quando isso acontece, o poder político manda aliviar ligeiramente a razão de troca. Simultaneamente, por falta de trabalho, de qualidade e de agilidade industrial, as economias do sul da Europa e outras periféricas definham.
O delírio do Estado Socialista levou ao fomento do ócio, através de prestações sociais de nível absurdo, e ao compromisso promíscuo de obras públicas inúteis e sobrefacturadas. A corrupção de Estado é uma consequência da chegada ao poder de gerações de mini-políticos profissionais de copos e discos, deslumbrados com o dinheiro e praticantes de luvas e comissões, que substituíram a elite académica e a elite burguesa na condução do Estado. E a bancocracia é a tutela política do Estado por banqueiros privados e seus actuais e futuros avençados, os ex-titulares de cargos públicos, com o argumento de que o sistema bancário é o sistema vital da sociedade e que, portanto, o Estado deve socorrer os depositantes e os accionistas dos bancos privados. Uma tutela de corrupção: troca de favores por dinheiro em tachos futuros e em comissões ocultas nos negócios de vendas de activos e de construção, em que os bancos ficam com o grosso do dinheiro. Um socialismo bancário de despesismo e corrupção. Um sistema consentido de câmbio de corrupção por abuso, em que o abuso dos subsidiopendentes é garantido para que o povo não se revolte com a corrupção do poder político.
A política germânica do euro forte foi a prometida moeda de troca para os alemães da criação da união monetária europeia. E tem sido mantida como tal. A Alemanha enriquece, depois de um sacrifício de salários para uma folga de competividade, que foi aproveitada para reformar a tecnologia industrial, e os alemães empregados, reformados e subvencionados, aumentam o seu bem-estar, pela importação de produtos mais baratos. A competividade alemã tem assentado no modelo Miele (como diz um amigo meu) e no modelo Bimby. O modelo Miele consiste em produzir produtos muito melhores do que os concorrentes; e o modelo Bimby consistem em produzir produtos únicos (e com fraca concorrência). Porque os produtos são melhores ou até porque são únicos, o câmbio é muito menos relevante do que em produtos genéricos. Então, o euro forte não prejudica seriamente a economia alemã, e quando isso acontece, o poder político manda aliviar ligeiramente a razão de troca. Simultaneamente, por falta de trabalho, de qualidade e de agilidade industrial, as economias do sul da Europa e outras periféricas definham.
Publicado “Do Portugal Profundo”
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Perguntas ao Sr. Presidente Cavaco sobre Oliveira e Costa, Duarte Lima, e Dias Loureiro
Gostava de ouvir o Presidente Aníbal Cavaco Silva falar um pouco sobre estes três senhores. Acólitos, amigos de casa, colegas de partido, de governo e de lideranças, conselheiros e companheiros de aventuras e lutas partidárias, vizinhos de Verão e sardinhadas. Exmo. Sr. Presidente da Republica, Tendo em conta tudo o que se tem passado, deixo-lhe algumas perguntas que me têm assolado o espírito, e estou certo que o de muitos portugueses, e que gostaria de ver respondidas, sabendo que jamais isso acontecerá. 1 - Onde pára Dias Loureiro? 2 - Há quanto tempo não fala com ele? 3 - Dias Loureiro foi Conselheiro de Estado. Alguma vez seguiu os conselhos dele? 4 - Não acha estranho que alguém que diz não ter posses e declarar uma miséria ir depor de Jaguar com motorista? 5 - Conseguia emprestar 5 euros a Dias Loureiro para ir ao café, sem pedir fiador na operação? 6 - Se nunca soube absolutamente nada do que se passava no BPN e na SLN, de que falava com esta rapaziada quando se juntavam na vivenda "Mariani"? Agora à distância, não se sente de alguma forma "traído" por lhe terem escondido tanta coisa? 7 - Oliveira e Costa é um bom vizinho no Algarve, ou é daqueles chatos que aparece a dizer que lhe faltou a luz por causa da andorinha que fez ninho na caixa da electricidade e depois fica até se acabar a garrafa de Chivas? 8 - O Sr. Presidente era homem para aplicar 200 mil euros seus numa poupança recomendada pelo seu amigo Oliveira e Costa? (na resposta considerar que este senhor perdeu 275 mil euros com a venda de acções que lhe fez). 9 - Acha que Duarte Lima "despachou" a velha no Brasil? (Se a resposta for não passar à pergunta 11). 10 - O que o leva a crer que sim? Alguma vez viu Duarte Lima ser agressivo com um idoso? 11 - Considera ter azar com os amigos que escolhe ou gosta de se rodear de gente com problemas com a justiça, desde crimes de colarinho branco aos de sangue? 12 - Acha que é injusto o provérbio português "diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és" ou concorda com ele? -- ================== A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos. (Mia Couto) |
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Do interino... ao definitivo
Passos Coelho disse:
1. A sua objectiva impreparação para o cargo a que se candidatou e que agora exerce. Desde que é líder do PSD e até há poucos dias, Passos Coelho não só negou, reiterada e peremptoriamente, que seria este o caminho que seguiria, como afirmou que era «uma estupidez» fazer o que agora está a fazer.
2. A sua falta de honestidade política. Infelizmente, Passos Coelho já deu provas sobejas de que não é politicamente um homem sério. Em todos os domínios da governação, não tem tido outro comportamento que não seja o de constantemente fazer fintas aos compromissos que publicamente assume, o de obrigar-se e desobrigar-se, com uma naturalidade que impressiona. Neste caso concreto dos cortes dos subsídios de férias e de Natal, Coelho consegue ser ainda mais desonesto: sabe que o seu objectivo é tornar os cortes definitivos, mas anuncia-os como provisórios.
«Alargar ao privado os cortes feitos à função Pública [de modo a permitir que uns não ficassem tão penalizados e que todos contribuíssem de modo mais equitativo] seria o mesmo que dizer que Portugal não está a fazer ajustamentos, está, apenas, de forma interina, a aumentar a carga fiscal para, do lado da receita corrigir os desequilíbrios que tem. Isto não seria visto de forma credível e o nosso programa de ajuda financeira morreria em Novembro.»
Sublinhei a passagem «de forma interina», porque ela explica tudo acerca das intenções políticas deste Governo e porque ela esclarece tudo quanto à (falta de) honestidade política de Passos Coelho.
O chefe do Governo ao dizer de modo explícito (ainda que por evidente descuido, pois é a negação do que publicamente tem afirmado) que taxar os subsídios de férias e de Natal de todos os trabalhadores (do sector público e do sector privado) não seria visto como algo de credível — porque sendo uma medida interina não era considerada um ajustamento estrutural — está a dizer, sem tergiversações, que a supressão do subsídio de férias e de Natal aos funcionários públicos não vai ser uma medida interina, isto é, não vai ser uma medida provisória, não vai vigorar apenas em 2012 e em 2013, vai ser uma medida definitiva.
Com isto, Passos Coelho reconfirma duas coisas:
Passos Coelho comporta-se como uma barata tonta. Não sabe o que quer, não sabe o que fazer e como fazer. Da TSU aos impostos, dos vencimentos aos subsídios, do IRS ao IVA, Passos Coelho já afirmou tudo e o seu contrário. Tecnicamente, Passos Coelho é um perigo para quem esteja sob a sua orientação, o que significa, neste caso, que é um perigo para o país;
Desgraçadamente para todos nós, e em apenas quatro meses, Passos Coelho já igualou ou até já ultrapassou Sócrates, na desonestidade política.
Portugal não aguenta tanta trapaça.
Publicado por Mário Carneiro
(Junta mais um comentário e reenvia)
Comentário 1
É importante que todos os PORTUGUESES entendam a têmpera do artista…
terça-feira, 8 de novembro de 2011
A todos os meus camaradas de armas, amigas e amigos:
Serve este pequeno texto para vos dar a conhecer o meu Blogue e, desde já, agradecer a participação de todos neste meu e vosso espaço.
Numa época em que as tecnologias da informação e comunicação tomaram conta das nossas vidas, para o bem e para o mal, considero que devemos usufruí-las no que elas têm de mais positivo – possibilitar a (re)aproximação de pessoas, ultrapassar barreiras físicas, vencer o isolamento.
Gostaria, portanto, que esta despretensiosa página pudesse constituir um verdadeiro lugar de encontro, de sã camaradagem, de comentários sérios ou jocosos, de crítica construtiva e mordaz, de reflexão, enfim, de partilha de todos os pequenos (grandes) nadas de que a vida é feita.
E, a propósito de “pequenos nadas”, nada melhor, para começar, do que dar a palavra ao poeta que melhor soube “cantar” a sua (e minha) terra transmontana, o seu (e meu) “Reino Maravilhoso”. Refiro-me, obviamente, a Miguel Torga e o poema intitula-se
BUCÓLICA
A vida é feita de nadas:
De grandes serras paradas
À espera de movimento;
De searas onduladas
Pelo vento;
De casas de moradia
Caídas e com sinais
De ninhos que outrora havia
Nos beirais;
De poeira;
De sombra de uma figueira;
De ver esta maravilha:
Meu Pai a erguer uma videira
Como uma mãe que faz a trança à filha.
O mote está lançado, fico a aguardar notícias vossas neste cantinho especial da blogosfera!
Aniceto Pinheiro
SMOR AM REF
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